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In this paper, we analyse the Pretérito Perfeito Composto’ (PPC) in European Portuguese considering mainly its iterative reading. Firstly, the conditions under which the iterative reading arises are identified. In the second place, we... more
In this paper, we analyse the Pretérito Perfeito Composto’ (PPC) in European Portuguese considering mainly its iterative reading. Firstly, the conditions under which the iterative reading arises are identified. In the second place, we analyse the possible readings that occur in result of the combination of this tense with nominal expressions exhibiting different determiners and quantifiers in the direct object position. We argue that the PPC imposes restrictions on the type of expressions with which it can co-occur and their possible readings. Also, PPC and frequency adverbs behave in a similar way, although they have different outputs.
Research Interests:
Neste artigo, discutimos um problema debatido há muito sobre a natureza aspetual de certas predicações, classificadas como Activities e Accomplishments (Vendler, 1957, e outros). Este problema foi já colocado de maneira informal por... more
Neste artigo, discutimos um problema debatido há muito sobre a natureza aspetual de certas predicações, classificadas como Activities e Accomplishments (Vendler, 1957, e outros). Este problema foi já colocado de maneira informal por vários autores, que assinalaram a complexidade dos Accomplishments, mas só mais recentemente houve tentativas de formalização que explicasse a alternância entre estes tipos aspetuais que é desencadeada pelas propriedades denotacionais de um dos argumentos de certos verbos.
Tendo em conta alguns dados do Português Europeu, propomos que os verbos podem ter informação lexical que é relevante para a determinação da presença ou ausência de telicidade nas predicações em que ocorrem. Assim, certos traços verbais restringem a composição aspetual da predicação, mas há casos em que o perfil aspetual é definido em função do processo composicional envolvido, uma vez que o verbo não é marcado com esses traços. Neste trabalho, apenas foi considerada a contribuição de certos argumentos internos tendo em conta a sua natureza denotacional (cumulativo / não cumulativo).
Propomos ainda que, nos casos em que os verbos não são lexicalmente marcados com os traços anteriormente referidos, a predicação não pode ser classificada à partida como Activity ou Accomplishment.
Research Interests:
O Pretérito Perfeito Composto do Indicativo é um tempo gramatical que apresenta, em Português europeu, tipicamente uma leitura iterativa, o que o distingue das restantes línguas em que existem construções semelhantes. Neste trabalho,... more
O Pretérito Perfeito Composto do Indicativo é um tempo gramatical que apresenta, em Português europeu, tipicamente uma leitura iterativa, o que o distingue das restantes línguas em que existem construções semelhantes. Neste trabalho, pretende-se, por um lado, identificar as condições em que surge esta leitura e, por outro lado, apresentar uma proposta de descrição formal baseada em algumas das suas características temporais, aspetuais e quantificacionais. De facto, a leitura iterativa está dependente do ponto de perspetiva temporal e do tipo aspetual básico da predicação. Para além disso, há restrições evidentes relativas ao tipo de quantificação que pode operar sobre o argumento direto interno ou sobre expressões temporais que ocorrem no escopo da predicação relevante. Assim, e no seguimento dos trabalhos de Van Geenhoven (2004) e Laca (2006), propomos que o Pretérito Perfeito Composto do Indicativo em Português europeu tem subjacente um operador que toma uma eventualidade básica e a projeta numa eventualidade da mesma natureza, mas de tipo grupal, constituída pela iteração da eventualidade básica. Esta proposta afasta-se de outras propostas de explicação do Pretérito Perfeito Composto do Indicativo em Português europeu, na medida em que a eventualidade grupal criada por este tempo gramatical não é uma mera pluralização de situações, mas uma entidade ontologicamente superior, tal como, no domínio nominal, um nome coletivo denota uma entidade de estatuto ontologicamente superior ao das entidades atómicas que o constituem. Na parte final deste trabalho, abordaremos alguns tópicos relacionados com os contextos em que surge a leitura não iterativa deste tempo gramatical, procurando apontar percursos de investigação futura